Feira de São João começa amanhã

A Feira de São João deste ano tem o seu inicio, amanhã dia 21 de Junho, com uma Corrida Concurso de Ganadarias...

Triunfo de Tiago Pamplona e Sérgio Aguilar no Festival de Beneficência

Há já algum tempo que não tinha o prazer de tomar notas numa corrida de toiros...

Comunicado - Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande - Feira de São João 2015

"O Grupo de Forcados de Amadores do Ramo Grande anuncia que não pegará no Concurso de Ganadarias da Feira de São João 2015 "

agosto 06, 2015

Corrida das Festas da Praia


Realizou-se no passado dia 3 de Agosto na Praça de Toiros Ilha Terceira, pelas 18 horas e 30 minutos, a nona edição da Corrida das Festas da Praia, corrida esta que surgiu com o aparecimento do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande, que a 7 de Agosto de 2007 teve a sua estreia, e que estreia. Este ano a corrida contou com as presenças dos cavaleiros Rui Salvador, Tiago Pamplona e Manuel Telles Bastos, que lidaram um curro de toiros da ganadaria da Casa Agrícola José Albino Fernandes, gerador de grande polémica por altura da Feira de São João deste ano, mas que criou na Corrida das Festas da Praia uma, ainda maior expectativa, um curro com idade, peso e trapio, à altura dos pergaminhos da Corrida da Praia. Pegaram estes mesmos astados os Grupos de forcados amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense e do Ramo Grande, em dia de aniversário pelos seus pequenos, mas grandes, oito anos de existência.

O seu, a seu dono. Manuel Pires realizou uma pega histórica ao consumar ao primeiro intento a pega da tarde, a mesma foi realizada ao sexto toiro da corrida, o "Artista". O Manuel esteve valentíssimo recebendo a investida pronta do astado, para depois em viagem difícil, aguentando o que parecia impossível de aguentar e com as grandes ajudas de Miguel Toste e Vítor Enes, concretizar o maior momento taurino desta temporada, até à data. O público vibrou e eclodiu das bancadas, exigindo duas voltas ao valente do Ramo Grande.
A corrida no que toca aos forcados contou também com excelentes pegas, todas elas ao primeiro intento. Pelo grupo da Tertúlia, que se mostrou uma vez mais coeso nas ajudas, foram solistas, e que solistas, João Pedro Ávila fechando-se muito bem na cara do toiro, com o grupo a dar vantagens, Carlos Vieira também numa excelente pega tecnicamente perfeita e bem fechado de braços e pernas na cara do toiro e Tomás Ortins numa pega enorme de querer e poder. Pelos do Ramo Grande pegaram ainda Luís Valadão que esteve muito bem com o toiro, que ao perder as mãos dificultou e de que maneira a viagem do forcado e as ajudas do grupo, que esteve muito bem, já César Pires teve uma pega atribulada, tendo sido ajudado pelos colegas a ficar na cara do toiro.

Pelos marialvas destaque para o cavaleiro da Torrinha, Manuel Telles Bastos na lide do sexto toiro da tarde, com três soberbos ferros compridos à tira, com o "Xerico", e depois com a "Rosa" a rubricar a faena da tarde, com ferros de mérito ao estribo e em todo o alto. Que bem monta a cavalo este Telles, e que classicismo, mão esquerda nas rédeas e tricórnio na cabeça, assim dá gosto ver evoluir um cavaleiro à portuguesa pela arena. Na sua primeira lide, Manuel recebeu o terceiro da ordem com um enorme ferro à porta gaiola, aproveitando a excelente saída do seu oponente, rubrica três bom ferros curtos com o "Romano", vindo o toiro a menos e também a restante lide, com dois ferros de menor impacto seguidos de toques na montada.

Rui Salvador, jovem veterano da nossa tauromaquia, destacou-se pela sua experiência e conhecimento do toiro bravo, ao terminar a lide do quarto toiro da tarde, com três ferros enormes, ao estribo, daqueles impossíveis, com destaque para o último, o  ferro da tarde, montando o excelente "Vice-Rei". No seu primeiro Salvador andou correcto mas sem deslumbrar, com destaque para os dois últimos ferros do segundo tércio.

Tiago Pamplona esteve aquém das expectativas, esteve melhor no seu primeiro com destaque para os ferros compridos utilizando o seguro "Cagancho", onde se viu boa brega e boa consumação das sortes, destaque desta lide vai para para os segundo e terceiros ferros curtos, montando o "Bastinhas", onde o cavaleiro partiu recto pisando os terrenos, carregando bem a sorte e a deixar em todo o alto dois bons ferros. No seu último, o quinto da tarde, e por culpa da não cravagem de três ferros, a lide não resultou. Bem a humildade do cavaleiro em não querer dar volta à arena, muitos deviam-lhe seguir o exemplo.

O curro da Casa Agrícola José Albino Fernandes, gerador de grande expectativa, apresentou-se soberbo com peso e trapio, mas faltando alguma chispa em relação ao comportamento, note-se que todos eles se deixaram lidar, mas quase todos tiveram o mesmo senão, paravam-se no momento da reunião dificultando o labor aos seus lidadores. Destaque para a beleza do primeiro toiro da corrida, o salgado "Agualimpa", número 374 e com 530 quilos de peso e para os quinto e sextos toiros da corrida, o "Agradecido" número 367 lidado por Tiago Pamplona e "Artista" número 380 lidado por Manuel Bastos, os de melhor comportamento. Como se diz na gíria taurina, os toiros são como os melões, só  quando se abrem é que sabe se são bons ou não.

O público preencheu 3/4 de casa forte em tarde de bom tempo.

Dirigiu a Corrida o director Carlos João Ávila, assessorado pelo Dr. Vielmino Ventura. Acompanhou a corrida a Filarmónica Sociedade Recreio Lajense, mais conhecida pela Sociedade Velha das Lajes.


Duarte Bettencourt

julho 20, 2015

Noite de João Pamplona e dos forcados da Tertúlia.


O público preencheu cerca de 1/4 de casa da Monumental Praça de Toiros Ilha Terceira, para receber um "Espectáculo Misto" organizado pela Tertúlia Tauromáquica Terceirense e pelo Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, duas entidades autónomas que se juntaram para a realização deste espectáculo.
Mais uma vez e para que pudessem ser lidados novilhos, e não será a última vez esta temporada, anunciou-se em letras pequenas que ao abrigo do regulamento tauromáquico açoriano este espectáculo tinha a designação de Novilhada. Não deixa de ser curioso que uma das entidades organizadoras deste espectáculo defendia a verdade e seriedade da festa brava açoriana, com a implementação da idade mínima de 4 anos para os toiros a serem lidados nas corridas em solo açoriano. Queriam seriedade e agora brincam com ela? Esta foi uma das causas da pouca afluência de público às bancadas da Praça de Toiros Ilha Terceira, entre outras com certeza.

Em praça estiveram os cavaleiros de alternativa Tomás Pinto e João Pamplona, o matador de toiros Cesar Jimenez e os forcados organizadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense. Lidaram-se toiros e novilhos de Mario Vinhas e Herdeiros de Manuel Vinhas, Rego Botelho, Casa Agrícola José Albino Fernandes, Vegahermosa e João Gaspar. Abrilhantou a corrida a Sociedade Filarmónica Rainha Santa Isabel das Doze Ribeiras dirigida pelo maestro Durval Festa e dirigiu o espectáculo o Director de Corrida Carlos João Ávila coadjuvado pelo médico veterinário Vielmino Ventura.

O grande triunfador da noite foi sem sombra de dúvida o cavaleiro terceirense João Pamplona. Esteve a um grande nível este toureiro do Posto Santo, bregou, lidou, cravou e arrematou as sortes, com classe e mestria. Lidou pela frente um novilho de Rego Botelho, com trapio e bom comportamento, cravou com mestria os dois compridos da ordem com destaque para o excelente segundo onde foram muito bem marcados todos os tempos da sorte. No segundo tércio destaque para o primeiro ferro de frente e ao estribo e para o que finalizou esta sua primeira intervenção. Se neste novilho este a um excelente nível, João ainda elevou mais a fasquia do seu bom toureio, lidou por último o bravo cinqueño de Vinhas, esperou-o à porta gaiola, para lhe cravar três ferros de eleição, muda de montada, esta em dia de estreia, para desenhar sortes de frente e ao estribo, com remates soberbos, pena que o 4 ferro não tenha ficado, pois teria sido um hino ao toureio frontal, sitou em passage cadenciada de frente, carregou a sorte, quarteou-se na cara do toiro e... Pena o toiro ter perdido as mãos no momento da cravagem. João Pamplona esteve em plano de figura, rubricando a melhor lide da temporada açoriana, até ao momento.

Os forcados da Tertúlia, capitaneados por Adalberto Belerique, tiveram esta noite a dupla responsabilidade de organizar o espectáculo e pegar os quatro astados que lhes couberam em sorte. Se na primeira as coisas não correram pelo melhor no que concerne à entrada de público, já na segunda estiveram à altura dos seus pergaminhos, com a execução ao primeiro intento das quatro pegas que foram realizadas por Luís Cunha, numa grande pega num misto de valentia e boa técnica, Tomás Ortins, na pega da noite a aguentar um violento derrote, Pedro Correia, em dia de despedida a realizar um boa pega e Carlos Vieira, a fechar-se muito bem na cara do oponente. Destaque para os restantes ajudas que esta noite estiveram em plano superior.

Pedro Correia mais conhecido por "Pedrão" decidiu abandonar a difícil arte de pegar toiros, foi um forcado valente, excelente ajuda, daqueles que estão lá quando é preciso e não dão muito nas vistas, sendo a consumação das pegas obra dos oito que estão lá dentro. Mais um valente que deixa a jaqueta dos da Tertúlia.

O matador Cesar Jimenez teve a dignidade de se apresentar na nossa praça sem a sua quadrilha, numa clara atitude de apoiar a organização deste espectáculo na redução das despesas. Saíram às ordens do matador madrileno os terceirense Jorge Silva, João Pedro Silva e Diogo Coelho. Jimenez lidou um quatreño da C.A.J. Albino Fernandes de 450 quilos de peso, que não humilhando dificultou o labor do seu "matador", provou a investida com capote, para se seguir um desastroso segundo tércio, lidou por ambos os pitons sacando passes ao albino com a muleta alta, destacando-se a quinta tanda executada pela mão direita. Cesar lidou o segundo do seu lote, pertencente à ganadaria de Rego Botelho, com temple e profundidade aproveitando as boas características deste, que humilhava de maravilha, destaque para a segunda tanda pela direita e para a quarta pela esquerda, a partir daí o toiro deu sinal que iria rachar e foi isto mesmo que aconteceu na tanda seguinte. Pena este toiro não aguentar uma lide inteira. Faltou-lhe fundo.

Tomás Pinto passa sem pena nem glória pela arena da Praça de Toiros Ilha Terceira, andou precipitado na brega e na cravagem dos ferros, lidou sem história um bravo de Vegahermosa. O seu segundo, um manso de João Gaspar mas que não complicou, andou um pouco melhor com destaque para os últimos três ferros curtos, estes com o valor que sabemos que Tomás Pinto tem, mas que infelizmente não pôs em pratica em frente da aficion terceirense.

Nota outra vez negativa para o critério de atribuição de música dada pelo director de serviço.


Duarte Bettencourt

julho 04, 2015

Algumas considerações - Festival dos Capinhas


A edição do Festival dos Capinhas 2015 ficou uma vez mais envolta em polémica, em relação à atribuição dos prémios a concurso, polémica esta que seria escusada, se:
  •  A composição dos jurados do concurso fosse tornada pública e devidamente anunciada;

  • Fossem criados critérios de avaliação quanto ao desempenho do toiro na arena, toiro este que deve, em meu entender, ser apreciado em relação ao seu comportamento como toiro da corda. A estes critérios seriam atribuídos pontos, pontos estes que somados entre um jurado composto por elementos em número ímpar, atribuísse o prémio ao melhor toiro;

  • Os prémios atribuídos aos capinhas deviam-se subdividir em: sorte de guarda-sol, sorte a corpo limpo e sorte de capa. Não é possível avaliar, se um capinha é melhor que o outro, se por exemplo um desempenha na perfeição a sorte de guarda-sol e um outro que executa, nessa mesma perfeição, um passe a corpo limpo.

Tenham em consideração que a continuar como está, corremos o risco, que de ano para ano, a afluência de público seja cada vez menor, pondo em risco um espectáculo que é acima de tudo uma homenagem ao capinha, ao toiro da ilha e em geral à nossa Tourada à Corda.

Duarte Bettencourt

Quem perdeu e quem ganhou. - Artigo de Opinião de Francisco Sales


Agora que acabou a Feira de São João à que reflectir sobre alguns aspectos. 

Quem perdeu e quem ganhou.


Perdeu o terceirense que gosta de toiros e que vibra com os concursos de ganadarias terceirenses, ganadarias estas que tem feito um esforço enorme para estar a altura desta importante Feira e pelo que vimos nesta Feira estão bem melhores que muitas das apresentadas. Até a balança esteve generosa. 


Perdeu quem já anda há anos a tentar vender a Ilha como destino turístico, único no mundo, para ver toiros à moda de Espanha. O turista não vem à Terceira ver estas corridas pois pode vê-las bem mais perto. 


Ganhou os ditos intelectuais em tauromaquia, que mais uma vez impuserem a sua vontade contra tudo e contra todos para satisfazer o seu capricho. Mais uma vez ficou provado pela bilheteira que o terceirense não gosta das ditas touradas picadas, mas eles continuam a insistir numa coisa já gasta. 


Já agora, a censura praticada, é qualquer coisa do terceiro mundo. 


Quando se trabalha com dinheiros públicos tem que haver um certo cuidado.


Espero que este ano tenha servido de lição e que para o ano seja bem melhor, com toiros terceirenses, porque os temos, que não haja mais censuras e que sejamos todos a trabalhar para o mesmo. 


Não tenham medo de apostar nas ganadarias terceirenses porque são iguais às grandes ganadarias portuguesas, até os nossos artistas são tão bons como os outros. 


Saudações taurinas. 


Francisco Sales