Feira de São João começa amanhã

A Feira de São João deste ano tem o seu inicio, amanhã dia 21 de Junho, com uma Corrida Concurso de Ganadarias...

Triunfo de Tiago Pamplona e Sérgio Aguilar no Festival de Beneficência

Há já algum tempo que não tinha o prazer de tomar notas numa corrida de toiros...

Comunicado - Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande - Feira de São João 2015

"O Grupo de Forcados de Amadores do Ramo Grande anuncia que não pegará no Concurso de Ganadarias da Feira de São João 2015 "

junho 30, 2015

Cartaz da Feira da Graciosa 2015


Corrida Mista a 18 de Julho - Organização dos Forcados da T.T.T.


No próximo dia 18 de Julho, pelas 21h30m, as portas da Praça de Toiros Ilha Terceira abrem-se para receber uma Corrida Mista promovida pelo Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense. O cartel é composto pelos cavaleiros Tomás Pinto, que se apresenta entre nós e por João Pamplona. A lide a pé estará a cargo do matador de toiros César Jimenez. Pegam os toiros o grupo de forcados organizador. Será lidado um curro de 6 toiros de distintas ganadarias. Não percam dia 18 de Julho na Praça de Toiros Ilha Terceira.

ADOLFO - Artigo de Opinião de António D´Almeida Bello

por António D´Almeida Bello

ADOLFO

“Nós temos que fazer sentir ao poder político, que nos manifestamos a favor da sustentação da nossa Festa e das nossas ganadarias”, por Adolfo Lima, presidente da Assembleia Geral da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
Respeitando estas sábias palavras, Arlindo Teles e restantes membros da Direcção da TTT, congratularam-nos, por oito mil euros, um Miura rejeitado noutras praças por terras de nuestros hermanos. Em tons amiúdes e em tetracorde diz-se por lá: “Quem são aqueles tolos das ilhas dos Açores?”.
No último comunicado da Direcção da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, posto a circular poucas horas antes da corrida de 28 de junho, entitula-se a ”Direcção da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, como organizadora do dito festejo”. Fez-se luz. Então a entidade organizadora das corridas de São João 2015 não é a Tertúlia Tauromáquica Terceirense, instituição de utilidade pública, mas apenas e só os exemplares que compõem a Direcção desta mesma Tertúlia, onde se inclui os idóneos director de corrida e médico veterinário do Concurso de Ganadarias.
Dito dessa forma, podemos balizar bem o fio que separa uma instituição bem sucedida de um grupo de amigos criados à sombra.
Vamos por partes.
Na apresentação da corrida, há três meses, segundo a Direcção da TTT, foram apresentados todos os intervenientes no espectáculo tauromáquico do passado dia 21 de junho e o Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande conhecia a ordem de saída dos toiros. O GFARG  diz o contrário, mas a Direcção da TTT continua a afirmar perante os aficionados que este grupo de forcados, também dessa terra mas menos urbes, mentem com todos os dentes.
Mas mais aldrabões existem ou então não percebem o idioma terceirense desta semi-nua Direcção. Bruno Cardoso suplente da Direcção da TTT, Vitor Ribeiro e a Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide (APCTL), são alguns desses exemplos.
Imagine-se, vem esta mesma Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide (APCTL), no dia 27 de Junho,  clarificar Arlindo Teles e José Parreira que entre 2000 e 2015 se pode “concluir que em nenhum concurso de ganadarias de Évora foi utilizada a antiguidade espanhola.” E que em Vila Franca, segundo esta mesma APCTL, também prevaleceu a antiguidade defendida pelo Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande. E esta heim!?
Todos estes esclarecimentos foram remetidos para o correio electrónico da gerência de Arlindo Teles & Associados, Lda, e já antes, em 2010, também o parecer à proposta de Regulamento Geral dos Espectáculos Tauromáquicos de Natureza Artística subscrita por vários signatários tinha sido remetida para a Assembleia Legislativa por gerencia@arlindoteles.com. Mas a Tauromaquia dos Açores e a Tertúlia Tauromáquica Terceirense igualmente têm serviços de consultoria ou mediação imobiliária?
E entende esta Direcção que bom mesmo é viajar. Nas excursões taurinas a Espanha, para participação em feiras e afins, tanto evocadas nas assembleias gerais da TTT, como são descriminadas as muitas despesas realizadas?
Quanto ao sr. Vinhas, fez muito bem marcar uma posição. Viva a Feira de São João 2016. 
Também a Associação Nacional de Grupo de Forcados vem dizer por escrito que a lei existe e é para ser cumprida por todos os grupos. Será que se referiam ao artigo 37º da Constituição da República Portuguesa, onde ninguém, nem mesmo um cabo de forcados, pode impedir ou limitar por qualquer tipo ou forma de censura o direito que todos têm de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento?
Mas parece que Duarte Bettencout não foi caso isolado. Em 2012 já Arlindo Teles acusava os órgãos de comunicação social de “falta de isenção”. Ou seja, como não prestam culto ao dito cujo que é administrador desta Direcção há mais de 10 anos, importa marginalizar.
E o toiro da ganadaria Rego Botelho, com peso da rés superior a 560 kg, convidado a participar na corrida do passado dia 24 de Junho, também foi outro dos visados. Logo após o sorteio, soube o toiro, que iria ser pegado por 18 forcados do Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, com direito a volta na praça, e num acto de pura rebeldia chamou a atenção do médico veterinário da dor que sentia na unha esquerda de uma patinha, sendo-lhe atestado abate directo e imediato, para tristeza do cabo de forcados, Adalberto Belerique, que já tinha escrito um novo email e agora já nada pode fazer sobre os direitos de imagem deste espécime.

Comunicado da Direcção da Tertúlia Tauromáquica Terceirense

Em relação à recusa do Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande na corrida celebrada em Angra do Heroísmo no passado 21 de Junho, a Direcção da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, como organizadora do dito festejo, quer esclarecer a sua postura através dos seguintes pontos:
1- O Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande decidiu não participar na corrida para que estava contratado por volta do meio-dia do mesmo dia 21, por não estar de acordo com a ordem de lide de dois dos toiros do concurso de ganaderias, em concreto o da divisa espanhola de Jandilla, destinado ao segundo lugar e com 560 quilos de peso, com o qual o grupo devia executar a primeira das suas pegas e o da ganaderia portuguesa Vinhas, destinado ao terceiro lugar, com 465 quilos, cabendo ao GFATTT. Esta recusa, a poucas horas do início do festejo, não deixa de ser surpreendente, tendo em conta que, desde há cerca de três meses, quando a feira foi apresentada na sua presença, o Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande tinha conhecimento de qual seria a ordem exacta de saída dos seis toiros da corrida;
2- Não havendo nenhum critério regulamentar que constitua norma absoluta, para estabelecer a dita ordem de lide, a organização da TTT decidiu recorrer ao critério utilizado normalmente para estes casos nas corridas concurso de ganaderias integrando toiros de ferros não inscritos na Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide (APCTL), em outras praças portuguesas, em especial a de Évora, onde tem lugar o concurso de ganaderias mais prestigiado do país, durante cinco anos também denominado “Concurso Ibérico de Ganaderias”, aquando de participação de divisas espanholas e portuguesas, conforme informação recebida em anexo, bem como em corridas semelhantes realizadas em França e Espanha.
3- Segundo este critério, nestas corridas a ordem de lide dos toiros estabelece-se segundo a data de antiguidade determinada pela apresentação em Madrid de cada ganaderia. Em caso de não ter essa antiguidade reconhecida, o resto das ganaderias participantes, lidam os seus toiros tendo em conta a antiguidade de inscrição na Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide (APCTL).
4- Atendendo a estes critérios, a ordem de lide da corrida do passado 21 de Junho em Angra do Heroísmo ficou ordenada da seguinte forma: Miura, Jandilla, Vinhas (as três com antiguidade em Madrid), Rego Botelho, Assunção Coimbra e João Gaspar. Esta ordem de lide foi validada pela entidade competente na Região Autónoma dos Açores, a Inspecção Regional das Actividades Culturais dos Açores (IRACA) e seguida tanto pelo Director da Corrida, como pelos próprios ganaderos, assim como pelo Director de Lide, Luís Rouxinol, e os restantes cavaleiros, que foram Vitor Ribeiro, Gilberto Filipe, Tiago Pamplona, Rui Lopes e João Pamplona.
5- Há que considerar que, ainda que a antiguidade em Portugal da ganaderia Vinhas (1950) seja anterior à da espanhola Jandilla (1951), assim não acontece com respeito à apresentação em Madrid de ambas, pois Jandilla adquiriu-a em 1951 e Vinhas em 1972. Questionado sobre este assunto, o representante da ganaderia portuguesa, Sr. Mário Vinhas, expressou (como consta em documento anexo), a sua aceitação da “ordem de saída dos toiros definida pelo Director da corrida, conforme estava anunciado no cartel e reconhecendo o critério de antiguidade do debute em Madrid”. Além disso, o Sr. Vinhas esclareceu que não tinha nenhum problema em que “nenhum dos seus toiros fosse lidado por qualquer toureiro ou cavaleiro tauromáquico”.
6- Além de todas estas considerações, é muito importante assinalar que em nenhum documento legal ou regulamentar se reconhece aos grupos de forcados o direito a determinar ou alterar a ordem de lide dos toiros da corrida. Este aspecto foi também sublinhado num comunicado (também anexo) remetido pela Associação Nacional de Grupos de Forcados. Desta forma, nesta corrida do dia 21 de Junho, na qual alternavam com os Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, aos forcados do Ramo Grande correspondia, por menor antiguidade, pegar os toiros destinados aos segundo, quarto e sexto lugares, fosse qual fosse o seu ferro.
Portanto, e em consonância com todas estas considerações, a organização da Feira de São João considera-se isenta de toda a culpa ou responsabilidade sobre a decisão unilateral adoptada pelo Grupo de Forcados Amadores do Ramo Grande contratados para este festejo.